quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Prevenção Cardiovascular



A doença cardiovascular é a principal causa de mortalidade em nível global, e estima-se que ainda continuará sendo a maior causa de óbito em países em desenvolvimento. Entre os fatores de maior risco, a dieta inadequada tem um papel importante, pois diversos estudos demonstram a relação entre o consumo de gorduras e o desenvolvimento da doença cardiovascular, pelo início da placa aterosclerótica.

Na aterosclerose ocorre obstrução parcial ou total do vaso levando a um quadro de isquemia, que é a principal causa de ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais (AVC), acidentes vasculares encefálicos (AVE) e de gangrena nas extremidades.

Os fatores de risco para as doenças cardiovasculares e a doença arterial coronariana podem estar associados à idade, correndo maior risco homens com idade superior a 45 anos e mulheres com idade superior a 55 anos; histórico da doença na família; presença de dislipidemias, que são os níveis de lipídios sanguíneos aumentados, tais como colesterol total e frações (HDL e LDL) e triglicérides; ser tabagista ou fazer uso contínuo de bebidas alcoólicas; sofrer de hipertensão arterial sistêmica; diabetes mellitus; falta de atividade física; sedentarismo; obesidade; estresse; consumo elevado de gorduras saturadas e trans e sódio.

As estratégias necessárias para se alcançar um nível ótimo de saúde cardiovascular são:

● Dieta Saudável;

● Atividade Física (aos menos 30 minutos diários em intensidade moderada);

● Evitar o consumo de tabaco;

● Ausência de sobrepeso (IMC < 25kg/m²);

● Colesterol total < 190mg/dl;

● Lipoproteína de alta densidade (HDL > 40mg/dl);

● Lipoproteína de baixa densidade (LDL < 130mg/dl);

● Triglicérides < 175mg/dl;

● Circunferência Abdominal: Homens (≤ 94cm); Mulheres (≤ 80cm);

● Pressão Arterial: < 130/80mmHg.

Alimentos na Prevenção de Doenças Cardiovasculares

Aveia: contém β-glucana que contribui na redução do colesterol total e do LDL-colesterol quando consumida em forma de farelo de aveia (4 colheres de sopa/dia = 40g) ou como farinha de aveia (4 colheres de sopa/dia = 60g). 



Peixes: com alto teor de ácidos graxos ômega 3, como salmão, atum, sardinha, cavala, truta: contribuem na redução dos triglicerídeos, do risco de doenças cardíacas e do infarto agudo do miocárdio, com o consumo de 2 porções na semana.

Soja: rica em proteína de origem vegetal, contribui na redução do colesterol total e do LDL-colesterol, com o consumo diário de leite de soja (5 copos/dia = 980ml), grão de soja (1 concha = 148g), proteína texturizada de soja (1 porção de 50g), queijo de soja (7 fatias grossas = 357g) ou hambúrguer de soja (1 porção grande = 125g).

Suco de uva: contém polifenois como o resveratrol, que contribui na redução do risco de doença arterial coronariana com o consumo de 1 a 2 copos/dia (= 240 a 470ml/dia). O vinho, embora contenha essas substâncias, por ser uma bebida alcoólica, deve ser tomado apenas quando liberado pelo médico ou nutricionista.

Alho: contém produtos sulfurados que contribuem na redução do colesterol total e do LDL-colesterol com o consumo de 1 dente de alho por dia.

O tratamento dietoterápico visa melhorar os fatores de risco para doença arterial coronariana pelo controle de peso, níveis lipídicos, pressão arterial e glicemia e promoção da reeducação nutricional. A atividade física deve ser prescrita pelo médico e executada com o acompanhamento de um educador físico.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizada única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2017. Arq Bras Cardiol 2017; v.109 (2Supl.1); p: 1-76.

Dia Mundial do Coração. Cartilha informativa. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Disponível em: www.prevencao.cardiol.br

Kamimura MA, Baxmann A, Sampaio LR, Cuppari L. Avaliação Nutricional. In: Cuppari L. Nutrição clínica no adulto. 2.ed. Barueri: Manole, 2005. P. 89-127.

Martins, BT; Basílio, MC; Silva, MA. Nutrição aplicada e alimentação saudável. 1. ed. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2014.

Souza, AGMR; Magnoni, D; Kovacs, C; Santos, MJ. Ciências da Saúde no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia: volume Nutrição. 1 ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2013.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Pele Saudável



A alimentação é fundamental para a estética facial e corporal. Algumas pesquisas estão mostrando que, a alimentação saudável e equilibrada e o consumo de alguns alimentos específicos podem contribuir na elasticidade, hidratação e firmeza da pele, prevenindo o surgimento de rugas. Alguns componentes presentes em certos alimentos possuem a função de manutenção de uma pele saudável, pois neutralizam os efeitos maléficos dos radicais livres, moléculas formadas no nosso organismo que danificam nossas células e aceleram o processo de envelhecimento além de outros  processos degenerativos.

A seguir estão algumas dicas de como combater a oleosidade, e onde encontrar os nutrientes que auxiliam na hidratação e/ou melhora da saúde da pele:

Acne e Oleosidade

Muitos acreditam que a relação da acne e da oleosidade com a alimentação seja um mito, isso não é verdade. Alguns alimentos podem contribuir para o agravamento da acne e da oleosidade, tais como:

Alimentos com alto índice glicêmico: balas, doces, massas, pois são ricos em açúcar e são apontados como  agravantes do quadro de acne.

Alimentos que ajudam a combater acne e oleosidade: peixes como atum e sardinha, pois são fontes de ácido graxo ômega-3 que possui ação anti-inflamatória. Frutas e vegetais, principalmente com cores amarela e laranja, por serem fontes de beta-caroteno são potentes antioxidantes,que contribuem para prevenir a oleosidade e a acne. 

Vitaminas e Pele

Vitamina A: A vitamina A, contribui para o desenvolvimento e  manutenção da saúde da pele.  Sua deficiência acarreta alterações na textura da pele como descamação e ressecamento. Fontes: Couve, Cenoura, Espinafre, Fígado Bovino, Manga.

Vitamina E (tocoferol): é capaz de combater radicais livres melhorando as paredes dos vasos sanguíneos na pele,  tornando-os mais irrigados. Alguns estudos demonstram que ela possui a capacidade de melhorar os sinais de fotoenvelhecimento (envelhecimento causado pela exposição à luz, natural ou não). Também melhora a espessura, rugosidade e descamação cutânea da pele. Fontes: Óleos vegetais (soja, palma, amendoim, milho, cártamo, girassol), amêndoas, abacate, tomate, milho.

Vitamina C: está presente em vários alimentos, como a amora, uvas roxas, morango, framboesa, laranja, mexerica, limão, cenoura e vegetais verde-escuros. Além de possuir função antioxidante, este nutriente é fundamental na produção de colágeno, a proteína que mantém a pele saudável e bonita, pois ela melhora as paredes dos vasos sanguíneos da nossa pele, tornando-a mais irrigada. Fontes de vitamina C: Acerola, Laranja, Tangerina, Morango, Limão,  Kiwi, goiaba, pimentão, rúcula, tomate, alface.

Função Intestinal e Pele

O intestino é o órgão responsável pela digestão e absorção de nutrientes o qual também realiza a eliminação de toxinas, dentre outras funções.  Se o  nosso intestino não está funcionando bem, seja constipado (“preso”) ou com diarreia, ocorre um desequilíbrio, que pode ser refletido na saúde da pele. Alguns nutrientes podem deixar de ser absorvidos, ocasionando carências nutricionais que podem resultar em pele seca e a eliminação de toxinas pode não ocorrer. Em contra partida, se possuímos uma regularidade intestinal essa eliminação é facilitada, proporcionando uma pele mais saudável.

Lembre-se sempre, que a pele precisa estar bem hidratada, logo é fundamental uma ingestão média de 2 litros de água por dia, bem como a ingestão de frutas ou suco de frutas ao longo do dia.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referência Bibliográfica:

Barankevicz, GB. Tenha uma pele bonita alimentando-se com saúde. Grupo de Estudos em Alimentos Funcionais – ESALQ/USP. Disponível em: www.alimentosfuncionais.blogspot.com.br Acessado em: 12/10/2017.


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Alimentação na Praia



Milho verde, pastel, espetinho de camarão frito, caldinho de feijão, sorvete, chá mate, cocada, empada... A lista de alimentos comercializados nas praias brasileiras é enorme. Mas é seguro consumir esses produtos, com origem desconhecida e conservação duvidosa? E como evitar a desidratação sob o sol e calor?

A temperatura dos alimentos é um bom sinal da qualidade do produto vendido, assim como o seguimento das regras de armazenamento e preparo de cada tipo de alimento. Verifique a higiene do local onde os alimentos são comercializados, assim como o cheiro e o gosto do alimento. Observe se os alimentos estão com boa aparência e odor adequados. Caso fique em dúvida, não coma.

Os cuidados com a conservação também devem ser observados com a comida levada para praia. Evite levar alimentos que estraguem fora de refrigeração. Recipientes térmicos ou com bastante gelo podem ajudar a manter a temperatura dos alimentos frescos, mas possuem um tempo limitado e variável de conservação. O cuidado deve ser redobrado com o que é oferecido às crianças e idosos.

Também é importante observar o aspecto e a higiene pessoal do vendedor: unhas limpas e aparadas, cabelo preso com touca e uniforme limpo são características importantes.

Alerta: frutos do mar

Frutos do mar em geral, como o camarão, possuem um alto risco de contaminação por serem alimentos ricos em água, que mesmo submetidos à temperatura na hora do preparo, podem facilmente ser contaminados.

O armazenamento na temperatura incorreta somado à ação do calor e exposição ao sol pode levar a uma multiplicação de microrganismos e prejudicar a saúde dos indivíduos. Um dos principais problemas registrados em hospitais do litoral durante o verão é a gastroenterite, infecção intestinal que pode provocar diarreia e vômito.

Mate sua sede

A água de coco é um ótimo repositor hídrico durante o período de calor, atividade física intensa ou mesmo para ser utilizada em casos de desidratação. Além de possuir baixo valor calórico ela proporciona uma forma rápida de hidratação ao organismo.

Porém, como qualquer bebida, ela pode ser contaminada pelo gelo fabricado com água imprópria para o consumo. 



As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referência Bibliográfica:

Lima, TEC. Cuidados com os alimentos vendidos na praia. Hospital Israelita Albert Einstein. Disponível em: www.einstein.br Acessado em: 12/10/2017.