sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Ameixa Desidratada



É indiscutível a importância do consumo de frutas e verduras na nossa alimentação, devendo ingerir pelo menos 400 gramas diárias desses alimentos, o que corresponde à 5 porções. Todas essas recomendações são baseadas no fato de que estes possuem uma influência direta no nosso bem-estar e na prevenção de inúmeras doenças.

A ameixa é uma fruta muito apreciada devido a sua composição, sendo rica em cálcio, potássio, fibras, vitamina C e compostos fenólicos. Além da popular atividade laxativa, a ameixa também promove vários benefícios como redução das câimbras, alívio da prisão de ventre, combate ao colesterol ruim e redução do risco de câncer de cólon.

Muito consumida na forma in natura, a ameixa também é empregada na fabricação de compotas e de doces, além de desidratada, forma mais popular. A fruta que é utilizada na forma desidratada não é muito comum no Brasil, sendo importada principalmente dos Estados Unidos, Chile, Argentina e Turquia. Vale lembrar que a ameixa utilizada nesta produção é diferente da nêspera amarela e da ameixa-japonesa, que é vermelha por fora e amarela por dentro.

Prestigiado como ingrediente fundamental para finalizar o manjar branco, a ameixa seca tem ganhado muito reconhecimento e espaço na alimentação de quem quer afinar a silhueta e reduzir aqueles quilos que estão sobrando. Essa nova função do alimento começou a ser valorizada depois de uma pesquisa realizada na Universidade de Liverpool, que segundo esta, a ameixa seca auxiliou no emagrecimento e na redução da circunferência da barriga dos participantes. 


O experimento contou com 100 voluntários que estavam acima do peso e que não costumavam incluir muitas fibras na sua dieta. Eles foram divididos em dois grupos: um seguiu um cardápio balanceado e o outro ingeriu porções do fruto seco durante os lanches intermediários. Depois de três meses de experimento, tanto os homens quanto as mulheres que consumiram a fruta conseguiram reduzir 2 quilos do seu peso. Além disso, também houve uma redução de 2,5 centímetros na circunferência da barriga dos participantes.

Todo esse benefício tem uma razão:  a ameixa seca possui uma quantidade de fibras que chega a ser três vezes maior que a fruta in natura. Isso porque quando a fruta passa pelo processo de desidratação todos os nutrientes presentes na ameixa são concentrados, esbanjando assim maiores quantidades de cálcio (42,5 mg), potássio (732,5 mg) e fibras (7 g).

Outro composto muito importante na ameixa é a presença de antraquinona. Apesar do nome estranho, esta substância influencia nos movimentos intestinais e consequentemente também auxilia no ajuste do peso. E tem mais, a ameixa não é só importante para o nosso intestino, estudos apontaram que ela também faz frente a osteoporose. Uma pesquisa realizada na Universidade da Flórida demonstrou que mulheres na pós-menopausa que consumiram a ameixa desidratada apresentaram um aumento na densidade óssea.

Fácil de transportar, validade maior e encontrada o ano inteiro, a ameixa seca apresenta benefícios de sobra! Mas, o que também sobra nesta fruta é a quantidade de açúcar e também de calorias. Além de concentrar todos os nutrientes, como citado acima, a desidratação também concentra os açucares e as indesejáveis calorias que passam de 53 cal da fruta fresca para 240 cal para a desidratada. Então, todo cuidado é pouco e não vale exagerar.

Realmente a ameixa pode auxiliar na obtenção do peso ideal, mas ela não é o doce mágico para quem quer entrar em forma, e sim apenas um coadjuvante! Para evitar o extrapolamento, é importante consumir apenas 5 unidades diárias, o que rende 25 gramas e 60 calorias. E também não esqueça: de nada adianta se alimentar bem e manter um estilo de vida sedentário. Aliar alimentação com exercícios físicos é a melhor solução para quem busca além de melhorar a qualidade de vida, reduzir o peso!

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referência Bibliográfica:

Bachiega, P. Ameixa desidratada, seca mesmo a barriga? Grupo de Estudos em Alimentos Funcionais – GEAF, ESALQ/USP. Disponível em: www.alimentosfuncionais.blogspot.com.br Acessado em: 15/02/2018.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Nutrientes da Gestação



Ela dura, em média, 40 semanas, divididas em 3 trimestres. No primeiro trimestre (12 semanas) a velocidade de crescimento do feto é mais lenta e ele pesa cerca de 300g; no segundo trimestre (13 a 27 semanas) a velocidade de crescimento se acelera e o feto chega a 1 kg e no terceiro e último trimestre (acima de 28 semanas) a velocidade de crescimento chega ao seu máximo e o bebê chega aos 3 kg, aproximadamente.

Para que isso ocorra, o volume sanguíneo aumenta, bem como os depósitos de gordura e as mamas. A mulher ganha, em média, de 11,5 a 16 kg (dependendo do seu peso pré-gestacional). Dito isso, fica claro que uma dieta equilibrada é vital para a saúde do feto e da mãe. A seguir, algumas vitaminas e minerais importantes nesse processo:

Ácido fólico: essa vitamina está ligada à produção de DNA e RNA e sua deficiência pode causar diversas complicações, incluindo malformação fetal. É possível encontrar ácido fólico em alimentos como fígado, ovo, feijões, vegetais verde-escuros, laranja e beterraba. Normalmente, os obstetras indicam suplementação.

Vitamina B6: ajuda na produção de aminoácidos (proteínas) e com a redução de náuseas e vômitos. Está presente em cereais fortificados, fígado e carnes.

Vitamina C: o consumo diário de frutas e vegetais garante boas doses dessa vitamina, que está ligada ao fortalecimento do sistema imunológico, além de ter potencial antioxidante.

Vitamina A: participa do processo de crescimento e desenvolvimento e somente o consumo de alimentos ricos em vitamina A é suficiente para suprir as necessidades. São eles: leite, queijos, fígado, ovo, vegetais amarelo-alaranjados e verde-escuros. 



Vitamina D: a falta dessa vitamina pode causar problemas na calcificação dos ossos e na formação dos dentes. A exposição regular ao sol (no inicio da manhã, durante 30 minutos) garante a obtenção dessa vitamina.

Cálcio: ajuda na formação óssea e é importante para o período de lactação. Gestantes multíparas com baixa ingestão de cálcio podem desenvolver osteomalácia clínica e dar à luz a bebês com menor densidade óssea. Leite, queijo, iogurte, brócolis, espinafre e soja são fontes desse mineral.

Ferro: componente da hemoglobina, que confere cor ao sangue, tem a função de transportar o oxigênio pelo corpo. Esse mineral é encontrado nas carnes, feijões e folhas verde-escuras (exceto espinafre), além, da suplementação. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que todas as gestantes recebem suplementação no último trimestre de gravidez como medida profilática à mobilização dos depósitos de ferro. A quantidade máxima tolerada é de 45mg/dia.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

Nutrientes da Gestação. Meu Pratinho Saudável. Disponível em: www.meupratinhosaudavel.com.br Acessado em: 06/02/2018.

Vitolo, MR. Aleitamento Materno e Alimentação da Nutriz.  Nutrição: da Gestação a Adolescência.  Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso Editores, 2003; p. 32-41.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Alimentos Transgênicos



Transgênico ou Organismos Geneticamente Modificados (OGM) são plantas, animais ou micro-organismos cujo código genético foi mudado através da transformação. Como o código genético é universal, isto é, idêntico para todos os seres vivos, os genes transferidos de uma espécie para outra, vão produzir as mesmas características que produziram na espécie doadora.

De acordo com a Organização Não-Governamental ESPLAR - Centro de Pesquisa e Assessoria (2012), os transgênicos, são aqueles que tiveram genes estranhos, de qualquer outro ser vivo inserido em seu código genético. O processo consiste na transferência de um ou mais genes responsáveis por determinada característica num organismo para outro organismo ao qual se pretende incorporar esta característica.

Com essa tecnologia, é possível produzir plantas resistentes a pragas, adaptar plantas para cultivo em terras inóspitas, adaptá-las a condições climáticas adversas, enriquecer plantas alimentícias com nutrientes especiais, usar as plantas como produtoras de substâncias para fins terapêuticos entre outras possibilidades.

Entre os alimentos transgênicos, o exemplo mais comum é o do milho que recebe o gene de uma bactéria para produzir uma substância que destrói o sistema digestivo de uma praga de inseto, evitando, assim, o uso de agrotóxicos.

 Essas modificações começaram a ser feitas pelo Homem desde o início da agricultura: há dez mil anos atrás as populações existentes utilizavam métodos empíricos para melhorar geneticamente as plantações. Esses estudos foram evoluindo ao longo dos anos até que o homem conseguiu descobrir novas regras genéticas. Com essas descobertas começaram a utilizar métodos racionais de melhoramento genético e não mais empíricos.

No entanto, a questão da inocuidade dos alimentos transgênicos faz parte de uma discussão técnica que pede uma resposta experimental e científica aberta. Ela está no centro de um debate internacional, cuja resolução envolve a saúde dos consumidores, a economia dos produtores e a orientação política dos governos.

Pesquisas alertam para as principais desvantagens do consumo de tais produtos geneticamente modificados que são: aumento de alergias, desenvolvimento de resistência bacteriana, com redução da eficácia de remédios à base de antibióticos, e o aumento de resíduos tóxicos.

A inserção da tecnologia de GMO's no mercado acarreta debates polêmicos que envolvem, desde implicações éticas a impactos socioeconômicos, uma vez que pode possibilitar a reprogramação da vida, inclusive a do ser humano, afetar a segurança alimentar da população, com reflexos imprevisíveis no campo da saúde, afetar drasticamente o meio ambiente em que vivemos, com a introdução de espécies invasoras e acentuando drástica diminuição na biodiversidade e a intensificar os monopólios associados à produção de alimentos, que estão adotando novas estratégias de apropriação dos conhecimentos gerados, mediadas por acordos internacionais de propriedade intelectual, e de acesso aos recursos genéticos, o que na prática implica no patenteamento de formas de vida e no controle absoluto, por umas poucas companhias, da produção de alimentos a nível mundial.

Os organismos geneticamente modificados (OGM), sobretudo as plantas transgênicas – cujas pesquisas se encontram em estágios mais avançados, quando comparadas com as conduzidas com animais – e seus derivados, vêm suscitando muita polêmica, tanto em âmbito nacional como internacional, uma vez que vários cientistas argumentam que as pesquisas com alimentos modificados estão ainda em fase incipiente e defendem a necessidade de estudos mais aprofundados para uma melhor avaliação das consequências, no longo prazo, das manipulações genéticas, sobretudo no campo da agricultura.

Recentemente uma pesquisa realizada por cientistas e estudantes da Universidade de Caen, na França, divulgou resultados alarmantes, que trouxeram à tona a discussão sobre os possíveis efeitos dos OGM. Neste estudo os ratos alimentados com alimentos transgênicos morreram antes do previsto e desenvolveram câncer com mais frequência do que os outros animais da espécie. O estudo mencionado comprovou uma mortalidade duas ou três vezes maior entre as fêmeas tratadas com organismos geneticamente modificados.

 As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referências Bibliográficas:

FARIAS, S. C. G. Percepção dos Alunos da Universidade do Rio de Janeiro sobre a Produção e o Consumo de Transgênicos no Brasil. REDE - Revista Eletrônica do Prodema, v.8, n.1, p. 84-94, abr. 2014.

Meurer, MC; Rocha, GDW. Alimentos Transgênicos. Instituto Ana Paula Pujol. Disponível em: www.institutoanapaulapujol.com.br Acessado em: 06/02/2018.

SANTOS, S. C. R. Avaliação do conteúdo alimentos transgênicos, nos livros de biologia do ensino médio adotados pela rede pública no município de Cascavel – PR em 2012. 41f. Monografia de Especialização. Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Medianeira – PR.

SERALINI, G. et al. Long term toxicity of a Roundup herbicide and a Roundup-tolerant genetically modified maize. Food and Chemical Toxicology. V. 50, n. 11, Nov. 2012, P. 4221–4231.

SOUZA, J. V. S. Percepção dos consumidores do distrito federal sobre alimentos transgênicos. 2013. 11f. Mestrado em Agronegócios - Universidade de Brasília, Brasília – DF.